quinta-feira, 26 de julho de 2007

Jobim recebe carta.

Jobim recebe carta.


A carta branca de Lula desta vez foi para o novo Ministro da Defesa, Nelson Jobim. Na cerimônia de posse o recém empossado deixou claro que quem manda é o Ministro. Bem feito para o “Japonês” da FAB que agora vai sentir, de fato, o gostinho da hierarquia e disciplina. Com a mudança, organiza-se a casa no seguinte sentido: para chegar até ao Presidente terá que enrolar o Jobim, missão difícil porque esse é “puta velha”, além de conhecer todo o ordenamento jurídico do país, condicionou a aceitação do cargo à autonomia para executar decisões de acordo com o seu convencimento (mesmo convencimento do Lula por vias reflexas), não mais por influência ou medo como vinha fazendo o “Ministro vovô” anteriormente.

Em pouco tempo, o novo Ministro já adiantou que a Infraero terá nova presidência, e ponto final! Alguém fotografou a cara de choro do Brigadeiro da reserva e atual presidenta da Infraero, José Carlos Pereira, ao receber essa notícia? Outro militar, Brig. Kersul, ficou se lamentando quando um parlamentar disse que as informações da caixa preta do TAM 3054 teriam que ser repassada aos membros da CPI “nem que fosse na marra”. Por falar em marra, a do Brigadeiro Kersul sumiu após a atitude dos parlamentares. Cabe ressaltar que as constantes exposições de Oficiais militares só têm revelado arrogâncias e poucas transparências.

Noutro prisma, no momento em que o Min. Nelson Jobim acena dar cabo à crise com autoridade plena, seria de bom tom que a crise sócio-salarial dos controladores voltasse novamente à pauta principal, para tal, não precisa feitura de uma MP porque ela já está pronta e engavetada por pressões da FAB. Como nessa segunda fase “quem manda é o Ministro”, a FAB teria que engolir calada um aumento salarial para os controladores de vôos enquanto a desmilitarização não chega; nesse desiderato, novas filas, novos atrasos, viriam em hora certa para dar urgência ao tema.

Com efeito, a alteração no comando do Ministério da defesa teve boa aceitação entre os controladores, porém, a luz tem que sair do fim do túnel senão por lá vai ficar até se apagar.

É cediço que os estadistas só temem uma coisa: a manifestação da massa. Neste aspecto, a família deve continuar trabalhando em coordenação fina, para, se precisar, materializar sua manifestação definitiva a fim de atingir as sonhadas melhorias, uma vez que saradas as feridas não resta outra opção a não ser avançar, caso contrário, teremos que contar com um raio, blecaute, Embratel, técnico “bisonho”, caso fortuito ou força maior, etc. Nesse tocante, “quem sabe faz a hora não espera acontecer”.


Ney Sfair – Controlador.

atcbrasil@bol.com.br

Um comentário:

Carlos Henrique de Carvalho e Silva disse...

Não acho conveniente depositar quaisquer esperanças nesse "ator" que, após conseguir graduar-se em Direito, viu um enorme horizonte político à sua frente, mostrando-se, desde então, um autêntico político, infiel à ética da matéria que, na adolescência, decidiu participar.

Vergonha para os fiéis militantes do Direito, vergonha para os brasileiros que, vitimados do caos generalizado, ainda criam no STF como ícone da moralidade e salvação e não um trampolim para as aspirações e vaidades pessoais de quem quer que seja.

Esse discurso de durão desse gaucho é pra "enganar carvalho".